terça-feira, 10 de abril de 2018



           
                                COMÊNIO AINDA ESTÁ ENTRE NÓS

                                       

Por ser um visionário, penso que Comênio usava sua didática de modo a esclarecer e explanar questões de seus alunos, porém fortemente interligado às questões religiosas. Pela data em questão é impossível escapar de um modo tradicional de ensinar, no entanto, não vejo tantos erros no ensino passado,  pois foi através dele que chegamos até aqui. Acredito que a prática nas disciplinas relacionadas à arte e ciências era uma constante, tanto que muitos pensadores e grandes artistas surgiram desta época.
Vejo em Comênio um homem à frente de sua época, tanto que ao ler sua obra, pude remeter-me à minha sala de aula, vários séculos depois.   
Suas intenções pedagógicas  eram muito futuristas, tanto que algumas, permanecem atuais até a data de hoje.  Destaco abaixo alguns de seus preceitos, que ainda  permeiam a busca de uma escola ideal, igualitária e pluralizada:
VI.  O homem tem necessidade de ser formado para que se torne homem.

VII.  A formação do homem faz-se com muita facilidade na primeira idade, e chego a dizer que não pode fazer-se senão nessa idade.

VIII.  É necessário, ao mesmo tempo, formar a juventude e abrir escolas.

X. Nas escolas, a formação deve ser universal.

XI.  Até agora, não tem havido escolas que correspondam perfeitamente ao seu fim.

XII.  As escolas podem ser reformadas.

XIII.  O fundamento das reformas escolares é a ordem em tudo.

XIV.  A ordem perfeita da escola deve ir buscar-se à natureza.
XVI.  Requisitos para ensinar e para aprender, isto é, como se deve ensinar e aprender para que seja impossível não obter bons resultados.
XXVIII.  Plano da escola materna.

XXIX.  Plano da escola de língua nacional.

XXX.  Plano da escola latina.

XXXI.  Da Academia, das viagens e da associação didática
Tais premissas ainda regem aquilo que buscamos como escola ideal. A formação pedagógica e humanizada do indivíduo ainda em tenra idade para que cresça norteado por valores essenciais à vida comunitária.
Mais do que atual é a busca por escolas onde a inclusão e o diferente sejam vistos como o normal de uma realidade social, respeitada em suas limitações e capacidades. Mesmo àqueles que necessitem estudar fora da idade e do tempo regular. Uma instituição onde as redes funcionem de modo a atender sua clientela, primando pelo zelo às famílias e ao social. Um professor valorizado em todos os seus aspectos, afinal, professor motivado é o que alavanca uma turma e o  diferencial para iniciar a modificação de  uma sociedade sedenta de reconstruções.Isto tudo deve ser trabalhado e analisado  desde a primeira infância , seguindo até o ensino universitário.
Por tanto, Comênio ainda existe na intenção de muitos educadores que buscam diariamente fazer a diferença na vida e na rotina de seus alunos. Tal legado, permanece vivo e atual, porém em uma época em que a educação está cada vez mais desvalorizada pelo sistema.


quinta-feira, 5 de abril de 2018



                                                           
                                                         LINGUAGEM
                                                             

                                                      MAPA CONCEITUAL


Refletindo sobre as teorias de Vygotsky em relação à linguagem humana, concordo plenamente quando diz que este ato é algo que segue segmentos do processo pessoal e social .
Uma vez que o sujeito nasça dotado de todos mecanismos biológicos para essa ação, é muito natural que ao interagir  com seus pares desenvolva a comunicação verbal.
Isoladamente cada teoria contribui com argumentos essenciais ao estudo da linguagem , no entanto o complemento dessas teorias apenas reafirma que o biológico junto ao social é o grande responsável pela verbalização humana.

terça-feira, 3 de abril de 2018



                                                         
TECNOLOGIA?????



Vivemos a era digital e esta,  deveria ser realidade em nossas escolas. Facilitaria o aprendizado dos alunos, criaria novas maneiras de ver,  pensar, aprender e compreender o mundo que nos cerca.
Como seria bom se tivéssemos um  laboratório equipado para pesquisas , de modo , que nos permitisse  interagir com outras realidades , outras comunidades...  Uma doce ilusão, seria internet direta na sala de aula, onde alunos e professores tivessem livre acesso à jogos, entretenimentos e descobertas únicas. As aulas seriam dinâmicas, divertidas e direcionada ao público estudantil atual.
No entanto, o que temos são escolas sucateadas, laboratórios estragados e  a maior tecnologia  de que dispomos é o quadro e a caneta, recarregada com o próprio salário do professor. Dura e triste realidade!!! Esta faz do educador um fantoche nas mãos do governo que além de não lhe oferecer uma estrutura trabalhista, ainda lhe cobra resultados que fogem à sua competência.
Nossas escolas carecem de estrutura humana e humanizada. Precisamos dos profissionais da saúde diretamente interligados ao meio escolar. Em contrapartida teríamos resultados opostos ao que temos no momento.
Porém, ser professor é como brincar de super herói. Ao chegar na escola usa sua melhor armadura, se reveste de seus super poderes e por momentos, acredita ser o salvador do mundo ou daqueles seres humanos que ali estão sob sua responsabilidade. 
Como que por milagre adquire novas capacidades transformando-se em um mega profissional com um leque de habilidades que vão desde a área das humanas, passando pelas exatas e chegando à área da saúde, principalmente sendo um ótimo terapeuta, psicólogo e psiquiatra.
Ser professor é para os corajosos que conseguem se despir de seus problemas e doar-se ao outro sabendo que nem seu salário irá receber ao final de um mês de trabalho. E adivinha de quem é a culpa dos baixos níveis de escolarização? Daquele mesmo professor que esquece de si e dos seus para investir em seu semelhante.
Somente um super humano é capaz de tal proeza! Somente um abnegado é capaz de aceitar tal realidade em prol de um futuro incerto e duvidoso.
No momento, vivemos incertezas que desestruturam qualquer profissional. No momento vivemos a tal era da globalização. Mas que globalização? A que conecta tudo e todos? Ou aquela que globaliza e centraliza, no professor, a responsabilidade de carregar o futuro em suas costas???

domingo, 1 de abril de 2018



UMA OPORTUNIDADE CHAMADA EJA



Sou professora há 26 anos e nunca trabalhei com uma turma de EJA. Agora, já na universidade estou tendo a oportunidade de conhecer um pouco desta modalidade de ensino que visa reparar danos causados pela  inacessibilidade à escola por parte de vários cidadãos brasileiros que, fora os aspectos de desestrutura familiar, econômica e social, tiveram outros motivos que não lhes permitiram estudar em tempo regular.
Vejo na EJA uma chance para recuperar uma parte dos conhecimentos acadêmicos essenciais à formação de todo estudante. Apenas ler não basta e ser letrado perante o mundo é o mínimo que necessitamos para conviver em sociedade. Porém, para conseguirmos melhores colocações em todos âmbitos de nossa vida, precisamos ter a conexão destes dois elementos: alfabetização e letramento. Sendo assim, essa modalidade tem por objetivo oportunizar chances igualitárias à todos aqueles que reconhecem nos estudos a melhor e única escada para alavancar seus sonhos.
Fora isso, o espaço democrático e diversificado da escola ainda possibilita fomentar um cidadão mais politizado e atuante dentro de sua comunidade, sendo este capaz de modificar sua própria realidade.

sábado, 31 de março de 2018



                                        CRIATIVIDADE TOLHIDA

  
Podar a criatividade de uma criança é o maior crime que um professor pode cometer. Uma vez, tolhida de acreditar em seu potencial, dificilmente essa criança terá a capacidade de confiar em suas potencialidades novamente.

Ser professor é gerenciar sonhos e depositar toda expectativa possível naquele que está ali para se desenvolver intelectualmente. emocionalmente e socialmente.  É saber que aquele aluno não é uma tábula rasa, pois tem em sua bagagem, conhecimentos que o próprio educador desconhece.

Auxiliar a colocar para fora  essa criatividade  é função de todo professor. E mais que metodologias e recursos, precisa-se utilizar do encantamento que tem pela criança. Mostrar-lhe que acredita em seu potencial e que confia naquilo que sabe ser capaz de conseguir.

Mostrar ao aluno que existem maneiras e muitas possibilidades de enfrentar os desafios impostos e que cabe à ele usar sua capacidade criativa para solucioná-los é uma forma de dizer ao aluno: " Vai lá, acredito em ti! Dá o teu jeito". Agir dessa forma é garantir à criança a liberdade de expressão; liberdade essa, essencial para sua formação como ser humano.

No texto de Becker, há uma citação que diz:"Uma proposta pedagógica, dimensionada pelo tamanho do futuro que vislumbramos, deve ser construída sobre o poder constitutivo e criador da ação humana – “é a ação que dá significado às coisas”. Mas não a ação aprisionada: aprisionada pelo treinamento, pela monotonia mortífera da repetição, pela predatória imposição autoritária" ou seja, quanto mais a criatividade livre for a prioridade em sala de aula, mais nossas crianças terão a oportunidade de com ela, conviver tendo a certeza de que seus potenciais são reconhecidos e valorizados pela escola.

E por assim pensar, cabe ao professor decidir que tipo de aluno ele quer formar. Essa pergunta serve de bússola para orientar-lhe em seu trabalho de desenvolver o seu principal objetivo: desenvolver mentes pensantes e criativos para a vida.

                                               REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos FERNANDO BECKER

domingo, 25 de março de 2018



                                              EU X TECNOLOGIA


Eu e a tecnologia nunca fomos boas amigas, no entanto, sempre fui fascinada pelas facilidades que esta apresenta em nosso cotidiano.
Lembro que na minha primeira infância eu assistia slids na casa da minha avó. Ela tinha uma igrejinha em sua residência e passava essas pequenas imagens para a criançada que ali frequentavam. Eu achava o máximo!!!
Nessa época, a televisão exercia um enorme encantamento sobre mim, porém por sermos bastante pobres, não tínhamos o aparelho em casa. Recordo  que chorava para ir na casa de uma amiguinha para brincar, porém, fugia dela para assistir sua televisão. Assim era com o telefone fixo que havia na casa de uma tia, que conforme meu pai, era nossa tia rica. Uma vez, eu estava na casa dela e o telefone tocou , eu corri e atendi em uma extensão, acabei por escutar a conversa dela. Mais tarde, me explicou que aquela era uma atitude feia.
Ao longo dos anos, não foi diferente. Achava muito legal ter um aparelho celular. Porém fui umas das últimas pessoas a adquirir um. Na verdade, só comprei um smartphone porque entrei no PEAD.
Fazendo esse texto, comecei a refletir minha relação com a tecnologia e acredito que muito do medo que tenho desta ferramenta se dá pelo fato de em minha vida eu nunca ter fácil acesso ao que de novo ia surgindo. Na minha tenra infância devido aos baixíssimos recursos financeiros e mais tarde pelo medo de não saber utilizar os equipamentos. 
Até quatro anos atrás , a internet era um mundo desconhecido para mim. 
Foi graças à oportunidade de entrar na faculdade que precisei enfrentar esses medos, sair da minha zona de conforto e encarar o desconhecido. Hoje, afirmo não morrer de amores pelo pbworks, porém já convivemos em harmonia, kkkk!!!!!
Como educadora deixo a desejar em minhas aulas por falta das ferramentas tecnológicas na escola. As aulas seriam outras se tivéssemos acesso à internet ou pelo menos se o laboratório de informática desse conta dessa demanda. 
A tecnologia está aí, é uma realidade, porém e infelizmente para poucos. Isso mostra-se com muita evidência quando analisamos as estruturas da escola privada.

domingo, 11 de março de 2018



ESCOLA DEMOCRÁTICA


 O vídeo" ESCOLA DEMOCRÁTICA" nos mostra a dura realidade de nossas escolas, onde o interesse do aluno é deixado de lado mediante o ensino engessado que se apresenta.
Este, trás em sua configuração, a ideia de que reproduzir o que lhe é transmitido basta para sua formação, esquecendo-se de que interagir e construir o seu conhecimento é fundamental para que nasça um cidadão crítico, participativo e atuante na sociedade.
A realidade do aluno não é contemplada pela educação  oferecida, descontextualizando assim, o aprendizado de seus verdadeiros interesses. O que aprende na escola não é aplicável em sua rotina e esta, não recebe um olhar por parte da educação. Desta forma , a escola fica compartimentada, fazendo com que o aluno permeie por caminhos distintos sem haver a interligação entre eles.
A escola mostra-se ultrapassada, as ideias do aluno são descartadas e o tempo que ali passa ,torna-se mera ociosidade, deixado passar em branco a oportunidade de oferecer à este aluno a chave para que abra as portas do conhecimento.
Sendo assim, oferecer ao aluno  mecanismos que despertem seu interesse é de suma importância para que o aprendizado em si torne-se atrativo e compatível com suas vivências, pois somente desta forma a escola poderá acompanhar os passos desta geração que se apresenta.