Mostrando postagens com marcador Planejamento e Avaliação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Planejamento e Avaliação. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de maio de 2018


                                                             PLANEJAMENTO



O ato de planejar parece simples, porém é algo que exige um minucioso critério a seguir. Necessita contemplar as necessidades do grupo e de cada indivíduo dentro do mesmo, respeitando suas particularidades e especificidades.

Muito já planejei pelo simples fato de ser uma obrigação de minha profissão . Me faltava experiência e o devido olhar ao aluno como ser singular que é. No entanto, essa era uma atitude inconsciente pois acredito que tu só aprende a planejar corretamente quando , já com certa experiência, sabe os caminhos que darão certo e o que funciona parcialmente. 

Com o tempo aprendemos a compreender o modo como a criança assimila e como se dá seu aprendizado. Isso facilita no processo de planejamento, pois nos permite criar estratégias com fins específicos que contemplarão a necessidade da criança.

Essa constatação é algo que exige do professor muita dedicação e profissionalismo, uma vez que estará ciente de que muitas vezes planejará algo que seja essencial para apenas um ou dois alunos. Dou à isso o nome de ética e respeito. Pois desta forma, o aluno estará sendo respeitado dentro de suas limitações e capacidades. 

quinta-feira, 10 de maio de 2018




                              PROFESSORES MEDIOCRES



O movimento da Escola Nova  se deu no século passado e muito do que foi proposto por seus integrantes ainda não é uma realidade em nossas escolas . Isso se faz notório devido à inúmeros educadores medíocres presentes nas instituições. Estes fazem de suas aulas verdadeiras fábricas de cópia e de repetição, esquecendo sua função social pertinente à formação do cidadão  e acima de tudo,  não racionalizando as implicações que estas acarretarão  à sociedade.
Caso as propostas pedagógicas lançadas neste movimento  fossem verdadeiramente internalizadas pelas instituições, hoje com certeza teríamos uma outra realidade escolar. Uma realidade voltada aos interesses e potencialidades dos alunos.
Temos um sistema corrompido, que permite pessoas incapacitadas estarem frente à  uma turma de crianças. Falta olhar este educador e lhe propor que busque alternativas que o faça refletir diante sua profissão e principalmente diante a responsabilidade que tem para com os outros.
Ser um educador não é para qualquer um. É para aqueles que buscam fazer o diferencial; é para aqueles que querem deixar suas marcas pedagógicas sabendo que só assim se dará, de fato, a   ESCOLA NOVA.



terça-feira, 10 de abril de 2018



           
                                COMÊNIO AINDA ESTÁ ENTRE NÓS

                                       

Por ser um visionário, penso que Comênio usava sua didática de modo a esclarecer e explanar questões de seus alunos, porém fortemente interligado às questões religiosas. Pela data em questão é impossível escapar de um modo tradicional de ensinar, no entanto, não vejo tantos erros no ensino passado,  pois foi através dele que chegamos até aqui. Acredito que a prática nas disciplinas relacionadas à arte e ciências era uma constante, tanto que muitos pensadores e grandes artistas surgiram desta época.
Vejo em Comênio um homem à frente de sua época, tanto que ao ler sua obra, pude remeter-me à minha sala de aula, vários séculos depois.   
Suas intenções pedagógicas  eram muito futuristas, tanto que algumas, permanecem atuais até a data de hoje.  Destaco abaixo alguns de seus preceitos, que ainda  permeiam a busca de uma escola ideal, igualitária e pluralizada:
VI.  O homem tem necessidade de ser formado para que se torne homem.

VII.  A formação do homem faz-se com muita facilidade na primeira idade, e chego a dizer que não pode fazer-se senão nessa idade.

VIII.  É necessário, ao mesmo tempo, formar a juventude e abrir escolas.

X. Nas escolas, a formação deve ser universal.

XI.  Até agora, não tem havido escolas que correspondam perfeitamente ao seu fim.

XII.  As escolas podem ser reformadas.

XIII.  O fundamento das reformas escolares é a ordem em tudo.

XIV.  A ordem perfeita da escola deve ir buscar-se à natureza.
XVI.  Requisitos para ensinar e para aprender, isto é, como se deve ensinar e aprender para que seja impossível não obter bons resultados.
XXVIII.  Plano da escola materna.

XXIX.  Plano da escola de língua nacional.

XXX.  Plano da escola latina.

XXXI.  Da Academia, das viagens e da associação didática
Tais premissas ainda regem aquilo que buscamos como escola ideal. A formação pedagógica e humanizada do indivíduo ainda em tenra idade para que cresça norteado por valores essenciais à vida comunitária.
Mais do que atual é a busca por escolas onde a inclusão e o diferente sejam vistos como o normal de uma realidade social, respeitada em suas limitações e capacidades. Mesmo àqueles que necessitem estudar fora da idade e do tempo regular. Uma instituição onde as redes funcionem de modo a atender sua clientela, primando pelo zelo às famílias e ao social. Um professor valorizado em todos os seus aspectos, afinal, professor motivado é o que alavanca uma turma e o  diferencial para iniciar a modificação de  uma sociedade sedenta de reconstruções.Isto tudo deve ser trabalhado e analisado  desde a primeira infância , seguindo até o ensino universitário.
Por tanto, Comênio ainda existe na intenção de muitos educadores que buscam diariamente fazer a diferença na vida e na rotina de seus alunos. Tal legado, permanece vivo e atual, porém em uma época em que a educação está cada vez mais desvalorizada pelo sistema.


sábado, 31 de março de 2018



                                        CRIATIVIDADE TOLHIDA

  
Podar a criatividade de uma criança é o maior crime que um professor pode cometer. Uma vez, tolhida de acreditar em seu potencial, dificilmente essa criança terá a capacidade de confiar em suas potencialidades novamente.

Ser professor é gerenciar sonhos e depositar toda expectativa possível naquele que está ali para se desenvolver intelectualmente. emocionalmente e socialmente.  É saber que aquele aluno não é uma tábula rasa, pois tem em sua bagagem, conhecimentos que o próprio educador desconhece.

Auxiliar a colocar para fora  essa criatividade  é função de todo professor. E mais que metodologias e recursos, precisa-se utilizar do encantamento que tem pela criança. Mostrar-lhe que acredita em seu potencial e que confia naquilo que sabe ser capaz de conseguir.

Mostrar ao aluno que existem maneiras e muitas possibilidades de enfrentar os desafios impostos e que cabe à ele usar sua capacidade criativa para solucioná-los é uma forma de dizer ao aluno: " Vai lá, acredito em ti! Dá o teu jeito". Agir dessa forma é garantir à criança a liberdade de expressão; liberdade essa, essencial para sua formação como ser humano.

No texto de Becker, há uma citação que diz:"Uma proposta pedagógica, dimensionada pelo tamanho do futuro que vislumbramos, deve ser construída sobre o poder constitutivo e criador da ação humana – “é a ação que dá significado às coisas”. Mas não a ação aprisionada: aprisionada pelo treinamento, pela monotonia mortífera da repetição, pela predatória imposição autoritária" ou seja, quanto mais a criatividade livre for a prioridade em sala de aula, mais nossas crianças terão a oportunidade de com ela, conviver tendo a certeza de que seus potenciais são reconhecidos e valorizados pela escola.

E por assim pensar, cabe ao professor decidir que tipo de aluno ele quer formar. Essa pergunta serve de bússola para orientar-lhe em seu trabalho de desenvolver o seu principal objetivo: desenvolver mentes pensantes e criativos para a vida.

                                               REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos FERNANDO BECKER