AUTISMO
Ela é como todos os outros, tem seu modo de aprender, suas peculiaridades, seu próprio ritmo, enfim tem a singularidade que cada criança possui no espaço escolar.
Na última sexta- feira, comentei com seu pai, que naquela semana ela tinha feito poucas atividades e que estava com o comportamento um pouco alterado. O pai prontamente me disse que ela se faz de desentendida e que eu não cobro dela como deveria cobrar; com todas as letras, disse que a deixo solta demais.
Fiquei extremamente chateada! Por ela e por mim. Sendo autista, ela não se faz de desentendida. Cabe à nós compreender o seu modo de ser e pensar.
Quanto à mim, professora , me desdobro para conseguir com que realize o mínimo de tarefas que lhe acrescentem em sua evolução pedagógica, já que oscila no aspecto comportamental.
Avalio seu desenvolvimento cognitivo de uma forma extremamente detalhada, aproveitando cada oportunidade que me dá. Ela participa das atividades do grande grupo, sempre adaptando as tarefas ao seu modo de ver as coisas. Tem um mundinho próprio e, às vezes, permite que eu e os coleguinhas nos aproximemos, porém, sempre respeitando seus limites
Compreendo a posição da família em querer que a criança leia e escreva, some e subtraia. Isso é natural. Porém, temos tempo para isso. Hoje a socialização é o aspecto mais importante a ser desenvolvido aqui. Uma criança autista necessita desenvolver esta habilidade muito mais que as outras, já que devido às características de sua patologia, tende a se isolar.
A falta de compreensão, visão e confiança da família, no profissional que acompanha o aluno com necessidades especiais, prejudica o trabalho pedagógico a ser feito, pois não enxergam como aprendizado as pequenas ações da rotina de sala de aula.
| Este dinossauro foi feito pois estávamos falando de um texto sobre monstros. |
Como educadora, faço minha parte colaborando para o processo de ensino e aprendizagem desta aluna artista.
