domingo, 12 de junho de 2016




                                                         PRIORIDADES


O ritmo lento do PEAD neste semestre, está me permitindo rever aspectos importantes da minha vida que  estavam ficando de lado, pelo meu excesso de comprometimento aos estudos.
Como sempre quis concluir a universidade, ao me ver na UFRGS, me senti realizando um sonho, então muitas de minhas antigas prioridades foram ficando para segundo , terceiro plano, inclusive minha família.
Lembro que escrevi um texto para o blog em um momento de discussão com meu marido  Marcadores:     . Foi um verdadeiro desabafo em um momento de raiva.  Meu casamento, no final do ano passado chegou ao seu limite para romper devido à minha ausência em casa. O que eu mais ouvia era que estava sempre .na rua e que quando estava em casa, ficava na frente do computador. Eu trabalhava 40 horas semanais, fazia o curso de formação do PNAIC, à noite ou aos sábados, e durante os finais de semana, me dedicava quase que exclusivamente ao PEAD. Muito pouco me dedicava a ser mãe, mesmo meu filho sendo um homem. Quase nada me dedicava à minha casa. Meu marido já era um estranho.
Após muito pensar e  analisar, cheguei à conclusão de  que o melhor seria abrir mão de meio turno no Estado em prol da minha família.  
Havia na escola, uma situação onde uma professora nomeada estava exigindo a minha turma , já que a turma dela foi fechada. E, sendo eu ,  contratada, estava em uma situação muito constrangedora, então, uni o útil ao agradável; em fevereiro pedi redução de carga horária.
Foi simplesmente horrível! Quando a rotina de março começou, eu trabalhava pela manhã, voltava pra casa, e depois...nada! Faltava alguma coisa! Toda a minha vida trabalhei o dia todo. Por duas semanas de março chorei todas as tardes e pedia pela minha vida de volta, até que uma tarde, tomando café e fazendo o cartão de boas vindas do amigo secreto que faríamos à noite para faculdade ,o telefone tocou e... era da Escola La Salle Dores, perguntando se eu ainda estava interessada na oportunidade que eles estavam oferecendo. BINGO!!!!
Deste dia em diante minha vida mudou, era a oportunidade que sempre esperei. Conversei com minha família, e eles compreenderam que eu não poderia abrir mão de uma oportunidade como essa.Agora trabalho 50 horas semanais, 10 horas a mais que no ano passado, tenho vários sábados  comprometidos, porém sou melhor remunerada e isso faz toda a diferença nos dias de hoje. Lá eu também tenho a chance de crescer profissionalmente.
Voltando ao meu primeiro parágrafo    "O ritmo lento do PEAD neste semestre, está me permitindo rever aspectos importantes da minha vida que  estavam ficando de lado, pelo meu excesso de comprometimento aos estudos". E agora explicando a minha introdução: hoje o que toma todo o meu tempo fora as duas escolas, é a faculdade e eu não me permito fazer nada pela metade, então o curso estar mais lento me permite ter os finais de semana livre para minha família. Posso me dar o direito de assistir um filme na Netflix com meu filho, ir ao shopping com meu marido, tomar um chimarrão na casa da minha prima, ou simplesmente não fazer nada. Eu assisto televisão!!!!
Agora consigo perceber que  estava ausente nestes momentos e eram essas as reclamações que eu tanto houvia, mas estava, tão envolvida pelo curso que os deixei de lado e não me dei conta de que quase os perdi.Meu medo é que o curso volte àquele ritmo frenético de antes e e eu não consiga ter tempo para curtir minha família, preciso aprender a ser mais flexível com aqueles que me cercam e dependem de mim, afinal a vida é feita destes pequenos instantes que dão razão à ela.
Minha família compreende o quando este curso é importante para mim. Eles sabem que estou fazendo hoje o que não pude fazer aos 18 anos. Ele já fez transformações positivas e continuará fazendo.

segunda-feira, 6 de junho de 2016


                                                       
                                                                AUTOR PRESENTE


Não me canso de falar do trabalho maravilhoso feito pela bibliotecária de minha escola. Ela é incansável em proporcionar momentos culturais aos nossos alunos, seja no espaço da escola ou fora dele.
Semana passada, recebemos a presença de Alexandre Brito, escritor, poeta e músico. Ele agraciou nossas crianças com uma manhã muito prazerosa através de sua arte. 


Para recebê-lo, fizemos várias atividades, com os alunos, relativas, aos seus livros. Tudo isso, para que as crianças tivessem conhecimento da obra deste autor e pudessem interagir com o mesmo.




Ele falou de seu trabalho, cantou, conversou com as crianças e visitou nossa biblioteca, onde também deu uma "palhinha" à todos!


Tenho muito orgulho do trabalho cultural realizado em minha escola. Sei que nossos alunos seguidamente são contemplados com momentos encantadores como este.
E se alguém me perguntar qual o diferencial da Escola Souza Lobo, digo sem medo de errar:
-Aqui a cultura faz toda a diferença e nossa bibliotecária é a grande responsável por este legado está deixando marcas na história desta Instituição Educacional.

sábado, 28 de maio de 2016

         
                                                                 
                                                         JUMANJI

                   
                                                      jumanji
 Na escola em que leciono à tarde, La Salle Dores, trabalho apenas com projetos, e o mês de maio foi dedicado somente aos games.A cada dia uma tarefa diferenciada para realizar.
Nesta semana assistimos com as crianças , o filme Jumanji que foi adaptado do livro com o mesmo nome. Este, tem sua história baseada em um jogo de tabuleiro, onde a cada rodada os jogadores são levados à incríveis aventuras.
O autor Chris Van Allsburg, ao meu ver, conseguiu passar para "telona" toda a adrenalina que temos ao jogar. O que acontecerá na próxima jogada? Que números cairão nos dados? Essas emoções inerentes ao jogo, só consegue senti-las quem realmente se entrega à brincadeira.
Voltando à escola, os alunos ficaram "vidrados", do início ao fim, pois apenas um ou dois conheciam este filme, já que é uma trama de 1995.
Nesta mesma linha de jogos de tabuleiro, este autor, também fez o filme Zathura, Uma aventura no espaço, onde dois irmãos jogam ,divertem-se  e arranjam muitas encrencas pelo espaço.
Não posso afirmar , mas creio que Chris Van Allsburg é um grande fã de jogos e de toda descontração que estes proporcionam. 

domingo, 22 de maio de 2016

                                                   
                                                              O CADERNO
                                                           
                                                     

Esse poema, para mim, é uma obra prima. Lindo, doce e verdadeiro.
Verdadeiro, porque retrata a trajetória exata de um objeto que acompanha a criança em toda sua fase escolar,  então Vinícios de Morães, em suas palavras, narrou acontecimentos reais ao universo infantil, o que faz com haja uma fácil identificação em relação à sua história . 
Quem já não teve um caderno e ali desenhou, escreveu e no qual derramou suas lágrimas?
Ao ser musicado por Toquinho,  este poema ganhou vida! A melodia é simplesmente mágica, calma e serena e para criança, de fácil compreensão.
Trabalhar com poemas musicados oportuniza ao aluno a capacidade de desenvolver  variadas habilidades de forma lúdica e natural. É uma forma de expressão leve , rica e encantadora.
A poesia existente na maneira de retratar determinado poema é algo muito singular, pois cada criança irá interpretá-la à sua maneira bem como a forma que o mesmo irá lhe alcançar, lhe  "tocar como pessoa".
Para criança é muito importante analisar seu universo sob vários contextos, fazendo assim, links que oportunizem o aprendizado.















domingo, 15 de maio de 2016



JOGOS VIRTUAIS



Nesta semana me rendi aos jogos virtuais! Sabe quando tu percebes que o futuro chegou? Que a nova geração bate à porta com seu novo jeito de ser criança? Pois bem, cheguei à conclusão de que o brincar realmente não é mais como eu idealizo.
          Trabalho na escola La Salle Dores com crianças que tiveram aula pela manhã e à tarde comigo, realizam projetos educacionais. Neste mês o assunto em pauta são os games.
          No início do mês, eu e meus colegas,  recebemos a tarefa de construir com eles um BANCO IMOBILIÁRIO. Assim, do zero, com materiais escolhidos pelos alunos, sendo tudo idealizado por eles, já que o objetivo era trabalhar sua autonomia. Foi um desastre!!!! Primeiro pela complexidade deste jogo e depois porque os alunos acharam chato fazer algo que para eles estava ficando feio. Para mim, foi uma semana muito difícil, já que é horrível tu praticamente obrigares uma criança a fazer aquilo que ela não quer.

Já esta semana, ocorreria um passeio, mas como foi cancelado, então, o substituíram por uma tarde com um X BOX  e um PLAY 3. Foi simplesmente incrível!!!
                Todas crianças brincaram, não tivemos reclamações por não gostarem da atividade. Eles interagiram com os bonequinhos dançando, dançavam juntos, faziam competições entre eles. Esperavam ansiosos por sua vez para jogar. A música pegava no ouvido, era contagiante!!!
                Observando o desenvolvimento da tarefa percebi o quanto estavam felizes, brincando, movimentando-se, criando e respeitando as regras. Enfim, dei-me conta que esse é o novo brincar, que tudo na vida muda, passa por metamorfoses e o “ser criança” está em plena  transição, visto que eles ainda brincam  com algumas brincadeiras de antigamente. Porém, acredito que cada vez mais esses jogos ganharão espaços nos interesses das crianças.


Como pessoa e como educadora, sou muito resistente ao novo, inclusive já escutei isso de minha tutora, mas confesso que adorei dançar com meus alunos, mesmo tendo ficado em último lugar. Admito que já estou vendo com outros olhos esses jogos virtuais. Eles fazem parte de um novo contexto, da criança que já nasceu em época de internet, que interage com o meio e com o virtual.

P.S  A escola La Salle não me permite usar imagens dos alunos.

domingo, 8 de maio de 2016

                                           
                                                       PORTO SEGURO

Hoje é o dia escolhido para homenagear todas as mães.
Mas como professora, é impossível não me colocar no lugar dos meus alunos que neste dia amargam  o fato de por algum motivo passar o dia sozinhos , sem a presença daquelas que lhes colocaram no mundo.
 Quando por alguma infelicidade do destino esta veio a falecer, se trabalha a questão com a criança, busca-se o apoio de profissionais e familiares que possam estar dando um suporte neste momento difícil. Mas o que eu não aceito como educadora, mulher, e ser humano que sou ,é quando sei que meu aluno foi abandonado por sua progenitora.
Este ano em minha turma, tenho o caso de um menino nesta situação. No dia em que ele chegou ao grupo, já com o ano letivo em andamento, suas palavras eram;.minha mãe me abandonou. 
Sei que a situação do casal era muito conflituosa, agressões físicas e verbais. 
Essa criança precisou do apoio do conselho tutelar, intervenção medicamentosa e uma briga constante por parte da escola para que o pai cumprisse seus deveres e o levasse para o colégio, visto que já é evadido de outras duas instituições educacionais.
Tudo isso porquê?
Por falta de uma mãe forte e presente na vida desta criança que lhe desse  suporte e segurança necessária. Para mim, nada justifica  abandono! Nem mesmo a agressão por parte de um homem Para isso temos leis de proteção à mulher. Se quisesse fugir, que fugisse com o filho e depois, se entendesse com as leis. pois para nós que trabalhamos com crianças sabemos que as mães são mais necessárias. Não estou dizendo que os pais não fazem falta, muito pelo contrário, mas no caso de um pai agressor, não teria nem o que pensar. 
O caso é que meu aluno vive com esse pai, que não cumpre suas obrigações, já que o menino precisa frequentar sala de recursos, psicólogos, psiquiatras e a escola.Esta criança apresenta um quadro de ansiedade com traços de esquizofrenia e paranoia e com o agravante maior de abandono materno. Ele sabe e conta que a mãe traiu o pai, apanhou na frente dele e tem irmãos que ela cria.
Penso no que será que passa na cabeça desta criança? Ele tem consciência de que foi abandonado, até porque acredito que o pai magoado com a situação fala isso constantemente para ele. Fico imaginando que tipo de adulto essa criança irá se tornar?
Neste momento a inconsequência de dois adultos é marcada no sofrimento de uma criança. Isso eu não aceito! Ser mãe é algo sagrado. Se como mulher não se sente feliz, realizada, tudo bem, basta procurar outros caminhos novos horizontes, porém, sem sacrificar a vida de quem depende apenas dela para ser feliz. 
Os pais fazem falta, são referência, eu mesma sou o espelho de meu pai. Porém mãe é fundamental, é aconchego, é porto seguro, é zona de conforto.

domingo, 1 de maio de 2016

                               
                                           

                                            SÍTIO DO PICA PAU AMARELO 

                                             
                                   

Quem  hoje tem por volta de 40 anos, com certeza presenciou uma época mágica na televisão brasileira. Estou me referindo aos tempos em que  havia uma programação infantil de qualidade como o Sítio do Pica Pau Amarelo. Esse programa era lúdico, pois toda criança viajava pelo mundo do faz de conta e queria ser como um de seus heróis.
                            
Ainda recordo as histórias encantadoras vividas pelos personagens de Monteiro Lobato. Ali no Sítio,  tu ia do Reino das Águas Claras até a caverna do Minotauro. E foi por esse encantamento estar presente em mim até hoje, que fiz questão de na festa de 102 da Escola Souza Lobo, homenagear este grande  Mestre da Literatura Infantil Brasileira.



Compartilhei com meus alunos como era ser criança em meados de 1980. Levei para sala de aula a trilha sonora que atravessou gerações e até hoje se faz presente na vida de muitos adultos.

A partir de minhas experiências e do fascínio que tenho pela obra deste autor , eu e minha colega Denise criamos uma bela performance para a celebração.

Tudo foi feito com muito cuidado e carinho. Primeiramente apresentamos a ideia aos alunos, falamos deste autor memorável e do valor que sua obra tem para o universo infantil. Levamos vídeos, livros e daí, deu-se o envolvimento de todo um grupo escolar para fazer dar certo a nossa tão sonhada festa de 102 anos.

Para que tudo ocorresse perfeitamente contamos com o envolvimento de muitas pessoas da comunidade escolar. A professora Cipriana fez os marcadores de páginas que foram entregues pelos alunos no acolhimento aos pais , a Vera nossa mãe voluntária, fez quase todas as fantasias usadas na festa, eu escolhi as músicas e criei a coreografia, a professora Jane da biblioteca, montou o mix das  músicas escolhidas pois e minha colega Denise  auxiliou-me nos ensaios,  e caracterizou-se para dançar junto com as Emílias.
     


Meu maior orgulho nesta festa foi minha aluna que é autista pedir para se apresentar de Cuca. Ela exigiu da costureira uma capa vermelha, pois sem ela não iria dança.


Porém como nem tudo acontece como a gente quer, dois dias antes da celebração, a direção da escola, devido ao frio intenso que fez naqueles dias, resolveu trocar o horário da  apresentação que seria à noite, para a tarde. Eu que trabalho em outra escola neste período não pude comparecer para ver a apresentação dos meus alunos. Confesso que chorei de braba, pois essas coisas desmotivam e colocam abaixo toda uma idealização. Reclamei mas não adiantou.

E foi assim que perdi de ver na prática todo um  trabalho que idealizei.

Gosto e me realizo em ver meus alunos dançando, cantando, isso é aprendizado é cultura, é interação. Isso nos fortalece como grupo.

Minhas colegas seguraram “as pontas”, e deu tudo certo, porém eu queria estar lá, queria ver, participar. Queria ver o sorriso de meus alunos, pois todos estavam muito motivados com tudo que fizemos.


Esses episódios me incomodam muito, mas fazer o quê?
O importante é que sei que um belo trabalho foi realizado, o aprendizado e a cultura foram promovidos e eu como "profe velha "que sou, deveria saber que isso faz parte do mundo escolar.

Embora eu não estivesse presente, sei que cada aluno envolvido neste processo levará consigo, para sempre, um pouquinho deste dia. E o que me realiza como educadora  é saber que fui importante para esse momento único na vida de cada um.